sábado, 7 de janeiro de 2017

Viagem a Argentina e Chile: Conhecendo a Cordilheira dos Andes em 6 Pasos - 13° dia

Olá pessoal,

Acordamos cedo, como quase sempre fazemos... Enquanto o Aires equipava a moto, ficamos conversando com a Dona Cecília, proprietária do Hostel.

Ela nos contou sobre alguns acontecimentos recentes na cidade, como um incêndio de grandes proporções que ocorreu dias antes do Natal em uma área mais pobre. Muito triste. 

Também nos disse que a neblina que cobria a cidade é comum próximo da costa e que após às 10 horas ela vai embora e o sol aparece.

Ela quis tirar umas fotos nossas... assim como seu vizinho rsrs


 

Depois nos despedimos e seguimos para o Paseo 21 de Mayo, um dos mais famosos da cidade. 


Daqui se tem uma vista privilegiada do porto...



Navios da Marinha Chilena. Haviam mais de 6 fragatas... muito legal! 








Até mais Valparaíso... próximo destino: Vinã del Mar e depois Mendonza




Viña del Mar...


Viña del Mar é a cidade de veraneio para onde vão muitos chilenos e, principalmente, santiaguinos, quando as temperaturas estão quentes. Banhada pelo Oceano Pacífico, a cidade tem praias (de águas muito geladas), bons restaurantes, bares e cassinos. 




Meu único interesse aqui era conhecer o Moai que fica em frente ao Museo Fonk. Criado em 1937, o museu tem como principal destaque a coleção de peças arqueológicas e etnográficas relacionadas à Ilha de Páscoa, incluindo um moai (estátua rapa nui) original que fica no jardim – um dos dois únicos no mundo que estão fora daquele território de origem, localizado a mais de 3,5 mil quilômetros da costa chilena. O outro moai está no Museu Britânico de Londres.




Os moais são estátuas gigantescas de pedra, espalhadas pela Ilha de Páscoa, construídas por volta do ano 1.200 pelo povo Rapanui, os primeiros habitantes da ilha. São mais de 800 exemplares, que pesam toneladas.











Por onde quer que passamos... sempre fazemos amizade.


Quando estávamos saindo do museu, uma van com um pessoal do Brasil havia acabado de chegar. Antes mesmo de começarem a visita ao museu, vieram falar conosco, tirar fotos... Encontramos muitos brasileiros durante a viagem.

Vamos conhecer mais um pouco da cidade...






Assim como Dona Cecília nos falou... um pouco após às 10 horas da manhã o sol apareceu.






Claro que não poderíamos deixar de molhar o pé, digo, a bota, no Oceano Pacífico











Tchau tchau Viña del Mar... de volta a rodovia com destino à Mendonza.





Controle de fronteira chileno






Los Caracoles... um desnível de 670 metros, num percurso sinuoso, movimentado e pouco sinalizado, de aproximadamente 30 km.










O Tunel do Cristo Redentor é um túnel que liga Argentina e Chile na região conhecida como Paso Libertadores, na cordilheira dos Andes. Localiza-se entre a província chilena de Los Andes, na região de Valparaíso e a província argentina de Mendoza.





O túnel situa-se a 3175 metros de altitude e tem 3080 metros de extensão, dos quais 1564 correspondem ao território chileno e 1516 ao argentino. Foi aberto em 1980 e corre ao lado de um túnel similar, construído no início do século XX para o Ferrocarril Trasandino Los Andes-Mendoza. Devido à altitude em que se encontra, a passagem pelo túnel é dificultada nos meses de inverno pelas fortes nevadas que afetam essa zona da cordilheira.




Desta vez, deixamos o túnel de lado... vamos subir pela estrada velha... até o monumento do Cristo Redentor



O Paso del Cristo Redentor é uma passagem de montanha usado pelo Exército dos Andes para cruzar o Andes em 1817, a fim de libertar o Chile. Ele também é conhecido como Paso de la Cumbre , nomeado por ser o mais alto da travessia entre o ponto de Mendoza e Santiago. Em 13 de Março de 1904, foi inaugurado o monumento ao Cristo o Redentor, para celebrar a superação pacífica de um conflito por questões de limites que tinham trazido os dois países à beira de uma guerra. É uma estrada de montanha, íngreme, em rocha e cascalho, em meio a magnífica paisagem dos Andes, que antigamente era o caminho obrigatório entre Uspallata e a localidade chilena de Juncal, até a construção do túnel Cristo Redentor perto de Las Cuevas.








É gratificante conseguir chegar aqui em cima. A estrada é muito ruim, muito cascalho solto, íngreme... curvas fechadas. Nas primeiras curvas da subida a moto deu uma encalhada. Fui ajudar o marido a puxar ela para trás. O que parecia algo muito simples, se transformou em um enorme sacrifício. Por causa da altitude, o esforço que fiz para ajudar, baixou minha pressão imediatamente. Tive vertigem, enjôo, falta de ar e uma moleza no corpo. Precisei de um tempinho para me recuperar. Lembro de dizer para o Aires: "Sobe, eu vou ficar aqui, me pega na volta"... Ele me disse: "Não vou voltar por aqui!".  Bem, então o jeito foi respirar fundo, tomar uma água e encarar os 6 km restantes. 

Mas deu tudo certo!

Quando a gente chega aqui, faz tudo valer a pena!



Muito vento... 






Quarto Passo Fronteiriço Concluído!



Agora descemos para a Argentina
















Aduana Argentina...

Muito transito, morosidade no atendimento, muita gente estressada... Pelo menos haviam lanchonetes para poder comer e beber algo. Para quem já tinha passado um sufoco no passo, ficar aqui sem hidratação seria complicado.



Depois de ficar 3 horas esperando para passar pela aduana... trâmites feitos... vamos seguir!

Logo após a aduana, encontramos esta beleza da natureza!



Diz a lenda quéchua que, anos antes da chegada dos espanhóis, o herdeiro do trono do Império Inca se encontrava muito doente.

Sem esperanças de cura, o garoto foi levado pelos melhores guerreiros de Qosqo para ser curado em águas termais em terras do sul. A travessia duraria meses e seria interrompida por uma quebrada profunda cortada por um rio furioso.

Aqueles homens então se abraçaram para formar uma ponte humana que permitisse a passagem do pai desesperado e seu filho enfermo. Mas quando o primeiro se virou para agradecê-los, os guerreiros tinham se petrificado, dando origem à impressionante ponte de pedra.

Localizado a 183 km de Mendoza, encravado na Ruta 7 e entre os imensos paredões rochosos dos Andes, 'Puente del Inca' é um dos endereços mais inusitados de toda a Argentina, quase na fronteira com o Chile.






Mais do que cenário para belas lendas indígenas, essa Área Natural Protegida é formada por uma ponte natural sobre o rio Las Cuevas, a noroeste da província de Mendoza, e já abrigou um famoso hotel de banhos termais.

Localizada a 2.700 metros de altitude, próximo à entrada principal do Parque Provincial Aconcagua, essa formação geomorfológica possui 48 metros de comprimento, 28 de largura e 8 de espessura, suspensa a 27 metros sobre o rio e decoradas com estalactites.

Os sais minerais da região são responsáveis pelos tons de laranja, amarelo e ocre que tingem qualquer objeto que seja colocado em suas águas.









Devido a demora na aduana, paramos em Uspallata para pernoitar, mas descobrimos que não haviam vagas, a cidade estava lotada. Seguimos direto à Mendoza. Infelizmente, por conta da nossa decisão, viajamos a noite... o que não me agradou muito, mas não tínhamos o que fazer. Como o Ibis ficava na rodovia, antes mesmo de entrar na cidade, decidimos ficar ali mesmo, pois já passava das 21:30 e estávamos exaustos.

O hotel estava cheio, mas conseguimos um quarto. Depois de instalados, descemos e jantamos no hotel mesmo.


Até a próxima!


Pernoite em Mendonza - Ibis Hotel: $ 850 pesos argentinos



Observação: Sempre que encontramos pessoas pelo caminho, muitos tiram fotos e ficam de enviar depois, o que nem sempre acontece... Assim não temos as fotos delas, e com elas, para colocar aqui... uma pena!





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